Mito da Caverna e Gestão Escolar

A grande maioria das pessoas acredita que a Filosofia é muito entediante.  Algumas por bons motivos, por terem tido contato com a disciplina de uma forma “super teorizada” e pouco prática, outras por puro preconceito.

O meu entusiasmo com o saber filosófico nasceu a partir do momento em que percebi o quanto é aplicável suas premissas e métodos. É possível economizar energia, na linha do “somente os tolos aprendem por experiência própria”, especialmente no que se refere à tomada de decisão. Pegarei um exemplo: o Mito da Caverna.

Platão criou esta alegoria para explicar o poder da Filosofia a fim de que iluminasse os pensamentos e o quanto somos capazes de viver na escuridão do saber filosófico sem perceber. Acredito que existem várias leituras da Alegoria. Particularmente, gosto de usá-la para ensinar às pessoas o que são paradigmas, termo criado por Thomas Kuhn no século XX, e como eles podem ser nocivos ao nosso dia a dia.

Paradigma, tomando um recorte do Wikipédia, é “a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico. Vamos modificar um pouco a definição, retirando a parte filosófica e do conhecimento, e optando por uma versão mais simples do termo, como um senso comum, isto é, vamos tomar paradigma… sorry, Thomas…como um padrão estabelecido pelo senso comum. Será que você consegue se lembrar de alguma situação em que tomou uma decisão baseada somente no senso comum? Consegue perceber as pessoas fazendo isso? É normal desconsiderarmos o saber filosófico e científico e decidir pautado em opiniões e paradigmas? Esta é a lição número 1 da Filosofia, como dizia Sócrates: “convença-se pela verdade”. E onde entra a Gestão Escolar?

Tenho alguma experiência e conheci muitas escolas durante a minha vida profissional. Algumas bem sucedidas, mas a maioria com dificuldades. Algumas com muitos alunos, entretanto grande parte delas com poucos. Agora, sabe o que encontrei pouco? Escolas que tomassem decisões baseadas em fatos. Diretores que buscassem números que ajudassem a mostrar que o caminho tomado era certo ou errado para mudar de trajeto. Coordenadores que avaliassem professores nos resultados. Professores que decidissem o que e como ensinar pautados no que os alunos aprendiam e que os concursos exigiam. Se não encontrei ou encontro isso, o que é mais comum? Diretores que seguem fazendo as mesmas coisas e não conferem se as práticas satisfazem colaboradores, alunos e pais. Coordenadores que julgam a partir de opiniões, impressões e empatias. Professores que preferem ficar na zona de conforto e acreditam estarem sempre certos sobre o que os alunos precisam.

Estudar Sócrates, Platão e Kuhn, entre outros, me ajudou a ter fundamento e criticar este cenário. Depois da crítica, veio a ação, a urgência da mudança. Então, eu e outros profissionais com crenças iguais criamos a Tullli. Não havia (e não há) nenhuma ferramenta de Gestão Escolar capaz de registrar e filtrar os infinitos dados gerados todos os dias em uma escola. Dados de toda sorte, da conta de luz a nota de Matemática. Um sistema de Gestão Escolar que funciona como muitos funcionários, pois facilita os processos e o acesso às informações. A Tullli é mais do que isso. É um sistema que gera inteligência, que trata as informações, para que todos os atores tomem as melhores decisões e possam ter o melhor desempenho.

É fato que o pensamento filosófico é o início. É preciso querer ser convencido pela verdade, pelos fatos. No entanto, é preciso ter as ferramentas corretas. E a Tullli é isso: o sistema de gestão criado para gerar inteligência e facilitar a tomada de decisão.

Fabio Benites

Diretor Pedagógico por mais de 20 anos,

Sócio-fundador do Colégio e Curso Intellectus,

da Editora Irium Educação e da Tullli Inteligência Educacional.